Fotografo: Reprodução
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A sua história de vida e bem interessante.

O agricultor Gilberto Matias, 47 anos, oriundo de Mutum, sudeste de Minas, chegou no norte do Para, mais precisamente no município de Placas, região da Transamazônica quando tinha ainda nove anos, na vicinal do Nonato, onde reside até hoje.
A sua história de vida e bem interessante. Ele conta: “Quando a gente chegou pra cá em 82, meu pai, mais conhecido como Joao do Araguaia, ingressou na política e foi eleito vereador pelo município naquela época”.
O seu pai foi sua grande inspiração embora ele tenha seguido metodologias políticas diferentes, mas ele lembra que aquela vicinal, nos “abrimos no machado”, conta o agricultor Gilberto Matias, que hoje está no segundo mandato de vereador, presidindo o Legislativo, no município de Placas.
A sua história vem também da igreja como catequista e organização comunitária. De visão aguçada, o que lhe causava determinada revolta ao ver as pessoas daquele lugar passando por muitas dificuldades, organizaram se, liderando ações para levar alguns benefícios para aquela área. Campo de futebol iluminado, barracão comunitário, acesso as vicinais, foram algumas dessas ações conjuntas que fizeram surgir nele a liderança política, o levando a uma cadeira na câmara municipal de Placas, justamente com o apoio daqueles moradores, que sofriam junto, com as dificuldades de escoar a produção, da falta de assistência técnica, e da infraestrutura totalmente caótica e outras questões concernentes à omissão dos Poderes Executivos.
No Poder Legislativo, inicialmente sua preocupação foi focada na transparência como gestor daquele poder, embora a sua preocupação com as dificuldades com aquele povo que o elegeu, não tivessem sido minimizadas, nem um pouco. Não por sua vontade, mas por falta de determinação política da prefeitura sob o comando de Raquel Possimoser.
Decepcionado em ver poucas coisas sendo feitas pra aquele povo do interior e da cidade, e tantas outras situações de sofrimento e descaso, resolveu sair do grupo de apoio da prefeita e colocar o seu nome a disposição do município para disputar uma pré-candidatura a prefeito.
“Hoje, um dos principais problemas é a infraestrutura viária, diz. “Temos 38 vicinais, só foram feitas nove, até hoje”, analisando que se o município não tiver como escoar sua produção, não há desenvolvimento, paralisando os investimentos e por tabela, paralisando também outros serviços essenciais a população, como saúde educação, agricultura, dentre outros.
“O comprometimento político começa quando o candidato vai lá na casa do eleitor pedir os votos. Então no mínimo o candidato tem a obrigação de cumprir com aquilo que prometeu àquele povo, retornar lá pelo menos para dar uma satisfação”.
De tão incomodado com essa situação e não ver nada acontecendo de bom É que se lança como uma nova alternativa, desmistificando a história de que todo político não presta. “Não presta é aquele que não cumpre com o que promete, pois ele mesmo com dois mandatos de vereador, continua morando no mesmo lugar onde se criou, não esquecendo as suas origens e nem muito menos as dificuldades que aquele povo enfrenta.
Agricultura – o município produz cacau, pimenta, urucum, banana, e agora soja e seus derivados. Mas como agricultor que sempre foi, o vereador fala com propriedade sobre os descasos da falta de assistência técnica, da falta de valorizar o pequeno e apoiar o grande também, pois o município é o maior produtor de leite, porém, nenhum governo até hoje, investiu nesse ponto, em melhorar a qualidade dos nossos produtos e obter novos incentivos que melhorem esses aspectos que, consequentemente, irão melhorar também a vida de todo cidadão placaense.
Funcionalismo – totalmente desvalorizado, o funcionalismo hoje trabalha sob receios de serem demitidos, o medo, o terror se instalou naquele poder. Todos trabalham sob ameaças e isso não e bom pra quem produz serviços e nem pra quem recebe aqueles serviços.
Saúde- o município recebe quase dois milhões de verba de custeio e ate hoje não se sabe onde foi aplicado esse dinheiro. As pessoas continuam do mesmo jeito nas filas de espera, falta de remédios, e infraestrutura adequada.
Educação – nessa área as reclamações também são as piores possíveis: escolas caindo aos pedaços, transporte antigo e inadequado, falta material escolar, os professores tem que tirar do seu próprio bolso pra suprir certas demandas.