Fotografo: Armando Noel
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Sem Legenda

NOSSOS TIPOS POPULARES

Olhando o ser humano do ponto de vista Sociológico e Antropológico, nota-se claramente parte dos seus comportamentos. Comportamento que muitas vezes chamam atenção uns aos outros.
Não obstante podemos criticar de forma negativa essas atitudes, pois nascemos para sermos totalmente livres, mesmo com responsabilidades, moral e caráter, sempre respeitando nossos semelhantes e tudo as nossas voltas. Essa é sem dúvidas as obrigações primordiais impostas a todos pelas boas práticas do bem vivermos.
A referência aqui é sobre os nossos tipos populares que aparecem e desaparecem, mas que vivem seus dias no meio da sociedade de forma livre. Entre tantos que aparecem e os que conheci em minha cidade, todos com seus destaques peculiares, desde que entendo por gente, venho observando essas pessoas e suas liberdades que sempre me chamaram total atenção, admiração e muito respeito. Conheci vários deles no passado a partir da minha infância. Atualmente conheci um que vem se destacando pela sua performance bem característica e tendo como pseudônimo: PAULISTA DA PISTA. Esse cidadão, aparenta ter uns 40 anos de idade, sempre trajando um Terno escuro com um pequeno chapéu, atualmente dispõe de uma mala, dessas atualizada com rodinhas e tendo como companheiro uma Cachorrinha preta. Seu perfil é de porte atlético, muito dinâmico. Seu local preferido é em frente a longa calçada da nossa antiga Santa Casa de Misericórdia (Hospital), ali ele permanece o dia todo na função de guardador de carros que estacionam e assim podendo tirar desse seu trabalho, seu sustento com muita dignidade e honestidade, sendo sempre solicito, prestativo, sem forçar quem quer que seja a lhe pagarem por isso. A sua atenção com os que estacionam, é tão agradável que acredito onde dificilmente alguém por mais ignorante que seja, não lhe possa contribuir com qualquer valor mediante sua nobre prestação dos serviços oferecidos. O mesmo aparenta ser nervoso, mas nunca agrediu ninguém, seu foco são os carros que ali precisam estacionar e saírem com segurança. Certa feita me aproximei dele e provoquei uma singela entrevista, e o mesmo foi muito cortes, me dando total atenção e muita educação com controle emocional muito equilibrado. Falou-me da sua vida pregressa, e atual, de onde veio, onde dorme e como passa suas noite e alimentação e porque estava ali e aqui nessa cidade, disse sobre seus sonhos e porquê da sua escolha com aquele figurino que dispensa o nosso alto grau de temperatura ambiental, pois seu maior desejo é se tornar um dia um Pastor Evangélico e que muito estuda a Bíblia. Confesso que muito o admirei e admiro, assim como disse anteriormente. São pessoas livres e agindo livremente, cada um com seu biótipo, no seu formato que nunca vejo como ridículo ou mesmo escandalizados.

Presto assim minha humilde homenagens a esse bom amigo e aos demais que tive a honra de conhece-los, convivendo e compreendendo ou tentando entende-los, não os tratando como LOUCOS, mas sim como pessoas de pensamentos e ações livres, com muito respeito. Foram eles: Zé Bolo Flor – Antonio Peteté – Zaramella – General Saco – Júlio Louco – Dito Lobisome – Maria Preta – Maria Taquara – Jejé – Jão Aranha – Milton Cabecinha – Mané Bolebole – Tuffik, e atualmente meu amigo PAULISTA DA PISTA.